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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Não sei...

Se cada ser humano é absolutamente diferente um do outro, por que quando se trata de amor deveria haver alguma semelhança. Por mais que digam que amam, cada um tem seu jeito particular e único de sentir.
E o mais difícil é ajustar as expectativas em relação ao outro. A gente nunca quer ser amado como o outro nos ama, mas sim como idealizamos o amor. Esperamos que a outra pessoa reaja exatamente como nós reagiríamos e nunca, simplesmente nunca é assim.
Acho que a única solução é ser menos egoísta, pensar menos em si e mais no outro. Se colocar em seu lugar. Não se contentar com pouco, mas com o suficiente, com o máximo que o outro oferece.
Difícil, muito difícil. Exercício constante de paciência, altruísmo e desapego. Nem sempre dá certo e só depois de muito tempo percebemos o quanto erramos.
Quem sabe eu consiga, quem sabe comigo seja diferente. Quem sabe...

sábado, 25 de julho de 2009

Rotina

Já passa das dez da noite.
Os dois andam em silêncio, de mãos dadas.
Olhares cansados depois de um dia exaustivo de trabalho.
Ele, analista de informática, ela, vendedora de loja de shopping.
Ele a espera todos os dias na estação de trem para irem embora juntos. Sai do trabalho mais tarde só para poder encontrá-la.
O trem chega, eles mal se falam. Um ou outro comentário sobre a rotina.
As mãos não se desgrudam. Ela encosta a cabeça levemente em seu ombro. Fecha os olhos devagar.
Ele acaricia seus dedos, os pensamentos longe dali.
O trem chega na estação final. Se despedem com um beijo meio sem graça no final da escada rolante. "Até amanhã", diz ela. Ele sorri, a abraça e sussurra que a ama. Ela sorri de volta, sussura um "eu também", dá as costas e segue seu caminho.
Por que tudo não pode ser simples assim? Por que as pessoas querem sempre mais?
Mas será que só isso basta? Será que todo o amor, toda a dedicação se contentam com uma rotina e um amor morno? Tenho minhas dúvidas... Ou melhor, tenho minhas certezas...