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sábado, 26 de setembro de 2009

Final de semana

Hora extra na sexta à noite. Já são quase dez da noite quando nos encontramos. Agimos como crianças que se adoram e são absolutamente bobas e felizes. O riso rola solto e fácil. O sexo é incrível, apaixonado. Antes que eu consiga sonhar o despertador toca, você levanta assustado, se arruma e vem se despedir. Me beija demoradamente. Um abraço apertado de quem quer ficar. Ficar não só comigo, mas com os amigos, com a casa, ficar sem trabalhar, um final de semana que seja. Com este já são seis sem você. Acho que vou parar de contar.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A poeira e o tempo

O blog anda empoeirado, sua dona, sem tempo pra colocar no papel todas as coisas, simplesmente foi deixando. Agora transbordou e nada resta a fazer a não ser bater os dedos desesperadamente no teclado, despejar tudo de uma vez, ainda que não faça sentido.
O tempo. Ela vive dizendo que está correndo, que não tem tempo pra nada. Dois empregos, a pós, a família, o namorado, os amigos e ela mesma. Tudo isso a está consumindo mais do que ela imaginava. Ela é pura contradição. Ao mesmo tempo que se sente exausta, sem energia alguma, se orgulha do que tem feito. Afinal, anos a fio de estudo e dedicação resultaram nisso. Ela sabe que é boa no que faz, é reconhecida, se dedica aos estudos, aos amigos, ao namorado. Ela sabe que sua energia acaba porque é tudo sempre 100%. Ela não saber fazer pela metade ou mal feito. Já que é pra fazer, que seja direito.
Claro que ela e todos que a rodeiam sofrem as conseqüências disso. Os relacionamentos. Esses, sim, deixam a desejar. Nesses, ela não é 100%. Retorna as ligações dos amigos no dia seguinte, não participa das reuniões em família, precisa escolher quais amigos vai encontrar e o namorado, “hunf!”, está quase cansado de vê-la dormir. Mas no fundo, todos eles entendem. Pelo menos é o que ela espera deles. Que vejam que essa loucura é que a deixa feliz, é esse jeito ligado no 220v que a faz ser ela. Parecendo doida, muitas vezes, mas única.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Aniversário

Um telefonema e você diz que não vai. Eu entendo, compromisso, trabalho, responsabilidade. Eu entendo, mas minha alma esperneia. Fico feito boba resmungando, indignada. De todos os outros 364 dias do ano você precisa estar ausente no que eu mais te quero presente?
Tudo é tão vazio sem você. A comemoração até faz sentido, mais um ano de vida e todas essas coisas. Mas não tem graça. Simplesmente não tem.
Quero seu olhar, seu abraço, seu sorriso, você.
Que droga! Pra quem vou dar o primeiro pedaço de bolo?
Me conformo. Não adianta reclamar, isso só acentua ainda mais a raiva.
Estarei lá, mas com você nos pensamentos, no coração e na alma. Te reservarei os melhores momentos da noite e tudo bem. Vou tentar aproveitar os outros 364 dias do ano.

Hunf!